 |
|
|
Sobre o amor e a razão
Ela nunca acreditou no ditado sobre a atração dos opostos. Para ela, se não tivesse o mesmo gosto musical, o mesmo apreço pela literatura, o cuidado com as palavras, a articulação rápida, as repostas inteligentes que ela tinha, então o gajo não valia o esforço. Ela já sabia que seus queridos escritores talvez não lhe compensassem as vontades mais emergentes, o amor que lhe tinham era quase sempre exposto em laudas, de e-mail, de livros, de msn, era restrito à concretude dos sonhos, nunca à efemeridade dos atos. Por isso o susto quando o menino meio tosco do suporte, para quem ela nunca olhara duas vezes, falou com sujeito e predicado o que queria, como queria e de preferência pra já. Fazia tanto tempo que o Talvez do Barroco (ou seria do Romantismo) tinha obscurecido o Sim e o Não do Realismo, que ela simplesmente tombou, se deixou conduzir. E entre torcer o olho para o recadinho mal-escrito e se esquecer no prazer da pegada (muito) bem dada, ela mandou o lirismo às favas. “Quem transa assim não tem tempo para literatura!” E que assim seja, festejava ela. Mas o moço também estava assustado.“Você tem tudo o que eu não gosto em uma mulher. Você e essas Humanas... argh. Mas não consigo tirar vc da minha cabeça”, disse-lhe o pobre atordoado uma noite. “Por incrível que pareça essa foi a melhor declaração dos últimos tempos”, ela contou depois, com aquela voz séria de quem não vai mais chorar. “Agora será mais fácil terminar tudo.”
Escrito por periodista às 01h15
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Será que vai pro Guinness?
Seis dias, umas 20 entrevistas, cinco matérias, três infográficos e lá vou eu trocar de emprego de novo. Vou sofrer de deslocamento de identidade qualquer dia desses. 
(texto válido para o dia 17/11. juro que agora estou cumprindo promessa para ficar firme no novo)
Escrito por periodista às 23h29
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
 |
| [ página principal ] [ ver mensagens anteriores ] |
|
 |


|
 |